Zahyra Mattar
Tubarão
O Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, é referência em traumatologia e ortopedia de Passo de Torres a Florianópolis. A instituição é a maior do estado em número de leitos pelo SUS.
Contudo, o hospital trava uma batalha diária para atender a demanda, que não é apenas da região, mas de várias outras partes do estado. Com isso, o setor de emergência está sempre no vermelho. De 2010 até o dia 31 do mês passado, haviam 1.253 Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) represadas.
Uma cifra de R$ 1,7 milhão a receber das prefeituras da região. Por este motivo e por conta dos médicos ortopedistas e anestesistas não aderirem ao mutirão estadual das cirurgias eletivas, a instituição não irá fazer nenhum procedimento.
A diretoria havia sinalizado ao estado a disponibilidade de 100 vagas para procedimentos de oftalmologia e 50 para otorrinolaringologia. O estado declinou da oferta.
“As AIHs represadas não se trata de uma dívida do estado e sim dos municípios. Espero que a direção reveja o posicionamento”, requer o secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Haroldo Silva, o Dura (PSDB).
Ele antecipa que irá propor uma reunião, no começo da próxima semana, para tentar sensibilizar a diretoria da instituição. “Entendo que a tabela do SUS é defasada, que a instituição luta para se manter. Mas a fila cresce desde 2002 e o HNSC pode ser parceiro”, lamenta Dura.
O mutirão das cirurgias eletivas prevê a realização de cerca 22,6 mil procedimentos em aproximadamente 100 hospitais de Santa Catarina. O investimento ficará na casa dos R$ 20 milhões. Na região, a previsão inicial era a realização de 2.153 cirurgias em sete instituições hospitalares.

